E o Kiko mostrou a que veio… mas poderá sair caro

Por Márcio Prado

Quando o prefeito de Ribeirão Pires Adler Kiko Teixeira declarou ao Diário do Grande ABC, nesta quarta feira (8/3), que manterá as coisas como estão, diante da denuncia de assédio moral e sexual de seu secretário de comunicação João Mancuso, o prefeito deixou claro a que veio: repetir a política de promiscuidade institucional e locupletação da coisa pública (os processos na justiça provam isso), que implantou por oito anos em Rio Grande da Serra e mantém por mais cinco anos, através de seu pre-posto, o atual prefeito Maranhão.

Também mostrou a que veio, ao desprezar as mulheres (as que sofreram assédio moral em seu local de trabalho), as principais interessadas, incomodadas com a situação e, agora, oprimidas por terem que trabalhar no mesmo ambiente de um assediador, segundo as denúncias, porque Kiko sequer buscou afastá-lo até que as denúncias fossem apuradas.

Nenhuma surpresa. pois, para um prefeito que montou seu governo com “assemelhados“, Réu por fraude na Saúde em Paulínia, Réu por improbidade em Campos do Jordão, Réu por corrupção em Santo André, sendo o próprio Kiko Réu por desvio de R$ 45 milhões em Rio Grande da Serra e duplamente Réu por dano aos cofres públicos, seria como dizer: “não se colhe romã plantando limão“.

A maneira como o governo tratou o caso é semelhante ao comportamentos dos grandes suspeitos de corrupção, que seguem geralmente a linha de, inicialmente, se calarem para observar se o caso “morre”, mas diante de repercussão, partem para outra estratégia, a de buscar desqualificar quem o acusou (e para isso entra em cena nas redes sociais perfis falsos e até pessoas ligadas ao grupo político, angariando até opiniões de pessoas comuns, que geralmente não analisam profundamente os fatos).

Ainda, na tentativa de desqualificar a denúncia, apontam que quem acusa ou quem repercute a denúncia são adversários políticos (como foi o caso do secretário que acusou o Blog de ser de oposição) ou, também, como recurso, acusam o denunciante, ou quem repercute, de não terem reputação, autoridade moral, competência, imparcialidade, ou passado ilibado. Portanto, não têm credibilidade, e suas palavras não devem ser consideradas.

É assim que, estrategicamente, agem os políticos acusados. Porém, é assim que também os mesmos políticos perdem os processos diante dos tribunais, como foi, recentemente a derrota de Kiko para este jornalista, depois de abrir processo com tais alegações em seu conteúdo, o prefeito fugiu da audiência para evitar o vexame.

Cabe ao leitor não se enganar e tentar fazer o exercício de: Isso que eu penso é meu ou foi colocado para eu achar que é?

Povo de Ribeirão Pires, seu prefeito mostrou a que veio, mas poderá sair caro.

 

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